ICNF vai investigar marcação para abate de árvores saudáveis na serra da Lousã

O instituto pediu à autarquia a alteração do traçado previsto, de forma a proteger as características ecológicas e os valores em presença naquela zona.

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas quer apurar por que foram marcadas de forma indevida e extemporânea centenas de árvores saudáveis no topo da serra da Lousã. Num esclarecimento enviado à TSF, o ICNF explica que, apesar de o local ter sido identificado para integrar a faixa de interrupção de combustíveis, da rede primária para a defesa da floresta contra incêndios foram tidas em conta as características ecológicas e os valores em presença naquela zona da serra, por isso o instituto pediu à autarquia a alteração do traçado previsto, de forma a proteger estes valores.

O pedido foi feito em janeiro e em maio a proposta de alteração foi aprovada na comissão municipal de defesa da floresta da Lousã. O processo aguarda ainda publicação, mas, pelo que revelou à TSF há dois dias o presidente da associação ambientalista MilVoz, as marcações já começaram.

O que mais espantou o ambientalista foi o facto de a marcação abranger árvores saudáveis, como a catraia, carvalhos, castanheiros, freixos e pinheiros-silvestres. O instituto promete investigar o caso.

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