Identificado caso suspeito de hepatite aguda em criança no Hospital São João

Trata-se de uma criança de três anos, internada desde o último fim de semana.

Há um caso suspeito de hepatite aguda no Hospital de São João no Porto. Trata-se de uma criança de três anos, internada desde o último fim de semana, no serviço de pediatria daquela unidade hospitalar do Porto.

A informação foi confirmada à TSF por uma fonte do hospital, que admite os resultados dos testes, realizados nos últimos dias, possam trazer mais certezas quanto à doença.

Aos jornalistas, à margem de um encontro com o secretário de Estado adjunto da Saúde, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de São João revelou que a situação clínica da criança é "estável".

"Vamos avaliar a evolução clínica. Estão a ser terminadas algumas análises que irão ajudar a determinar o tipo de hepatite e neste momento [a criança] está estável", frisou Fernando Araújo.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, salientou que o Governo "olha com preocupação" para os cerca de 200 casos de hepatite aguda em crianças que têm surgido a nível mundial.

"São cerca de 200 casos a nível mundial, com 20 casos de transplante hepático. De facto, aquilo que devemos fazer neste momento é ter os colegas de medicina geral e familiar e pediatras em grande alerta, para poderem monitorizar e as pessoas estarem sensibilizadas para alguns sintomas nestas crianças", salientou.

Lacerda Sales reforçou que, neste momento, a preocupação do Governo é "monitorizar e acompanhar de perto a situação".

"Não há nenhum caso em Portugal e não há nenhum motivo para alarme. De qualquer forma, convém dizer que temos uma equipa de transplante hepático pediátrico no Hospital Universitário de Coimbra para poder acompanhar de perto caso haja necessidade", observou, lembrando que faltam ainda saber os resultados do caso suspeito que deu entrada no domingo no Hospital de São João.

Questionado sobre se a pandemia da Covid-19 e consequentemente, a vacina contra o SARS-CoV-2 continuava a ser vista como uma possível causa para a origem do surto de hepatite, Lacerda Sales afirmou que tal "não está descartado".

"É óbvio que numa doença em que neste momento se conhece ainda muito pouco a nível mundial e se está a fazer esse estudo, nada se pode descartar, mas neste momento também não é a primeira hipótese de diagnóstico", acrescentou.

No domingo, a OMS anunciou que uma criança morreu vítima do misterioso surto de doença hepática que está a afetar crianças na Europa e nos Estados Unidos, sem revelar em que país ocorreu a morte.

O surto "de origem desconhecido", que foi anunciado pela OMS a 15 de abril, causa inflamação do fígado e "em muitos casos", sintomas gastrointestinais como dores abdominais, diarreia e vómitos, e elevação das enzimas do fígado.

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