Idosos com demência desaparecidos depois de receberem alta hospitalar

Em causa está o facto de algumas unidades de saúde não deixarem os idosos entrarem com familiares naqueles espaços, por causa da pandemia.

As restrições impostas pela pandemia estão a levar a que sejam cada vez mais os idosos que entram para as listas de desaparecidos, depois de receberem alta hospitalar. O caso mais grave, que levou à morte de uma mulher de 66 anos, com Alzheimer, atendida sozinha no Hospital de Cascais, está a ser investigado pelo Ministério Público, mas foram quase 10 os idosos com demência dados como desaparecidos, depois de terem tido alta hospitalar.

O alerta é dado pela Associação Alzheimer Portugal ao Jornal de Notícias. O jornal explica que se trata de casos em que, por causa da pandemia, os doentes foram impedidos de entrar em hospitais e outras unidades de saúde acompanhados, tendo depois acabado por receber alta sem que as famílias tenham sido informadas.

Fonte da tutela, ouvida pelo Jornal de Notícias, lembra que, apesar da Covid-19, os planos de contingência nos hospitais salvaguardam que os doentes sem capacidades cognitivas, como é o caso dos doentes de Alzheimer, podem ser atendidos acompanhados. Estas salvaguardas, no entanto, nem sempre foram tidas em conta, como reconhece a mesma fonte.

Ainda assim, segundo dados da PSP, citados pelo JN, o número de idosos desaparecidos diminuiu durante a pandemia. Entre 1 de março e 20 de agosto, foram dadas como desaparecidas 99 pessoas com mais de 65 anos de idade. No mesmo período do ano passado tinham sido 130.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de