Imagem de satélite revela dimensão das cheias no Mondego

Caudal do rio mantém-se alto, mas deve continuar a diminuir nos próximos dias.

A Proteção Civil portuguesa ativou o serviço da Comissão Europeia que mapeia os estragos causados por eventos extremos através de imagens de satélite.

A imagem partilhada no Twitter revela uma vasta região a Oeste de Coimbra alagada na sequência das tempestades Elsa e Fabien que afetaram Portugal na última semana.

A imagem de satélite foi captada esta segunda-feira pelos satélites Sentinel da Agência Espacial Europeia (ESA) no âmbito do Serviço de Gestão de Emergência Copernicus.

Este sistema de mapeamento já tinha sido várias vezes usado por Portugal para estimar o impacto de grandes incêndios, mas desta vez o pedido das autoridades portuguesas foi para estimar o impacto das cheias no rio Mondego.

O Serviço de Gestão de Emergência Copernicus da Comissão Europeia tem como principal objetivo fornecer aos serviços de proteção civil informações rápidas sobre o impacto de diferentes tipos de desastres ajudando ao trabalho dos serviços de emergência.

Os efeitos do mau tempo, que se fazem sentir desde quarta-feira, já provocaram ao todo, no país, dois mortos, um desaparecido, deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

As depressões Elsa e Fabien provocaram também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil disse esta segunda-feira de manhã que o distrito de Coimbra é aquele que ainda causa maior preocupação, apesar de o número de ocorrências ter "baixado significativamente", esperando-se a redução do caudal no leito do rio Mondego nos próximos dias.

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