Imunidade de grupo em agosto? Os factos dizem que sim

Na opinião do imunologista Luís Graça, Portugal tem motivos concretos para estar otimista.

O imunologista Luís Graça garante que Portugal tem motivos para estar otimista quanto à possível imunidade de grupo em meados de agosto, mas avisa que há fatores que vão ser determinantes.

"Chegarmos à imunidade de grupo vai depender da existência ou não de variantes que têm muito maior transmissibilidade. Se existirem variantes que tenham muito mais transmissibilidade é necessário ter mais pessoas vacinadas. Vai depender também do número de pessoas que foram vacinadas e da efetividade das vacinas", esclareceu à TSF o imunologista.

Luís Graça sublinha, no entanto, que "neste momento temos razões para estarmos muito otimistas e essas razões são baseadas em factos porque se olharmos para países que começaram campanhas de vacinação um mês antes do nosso, já conseguimos ver o impacto dessas vacinas. Nós já temos a população dos lares toda vacinada ou em vias de terminar o processo de vacinação".

O coordenador do laboratório de investigação em imunologia celular no Instituto de Medicina Molecular adianta ainda que, quando esta imunidade de grupo for alcançada, vai ser possível aliviar algumas das atuais medidas de proteção como, por exemplo, as máscaras.

"A imunidade de grupo provavelmente é o momento em que podemos baixar um pouco a guarda. Não podemos é baixar a guarda nestes meses críticos em que ainda não estamos a chegar à imunidade de grupo. A vacina protege da doença, mas continua a haver pessoas que estão infetadas com o vírus e que podem transmiti-lo, mesmo não sabendo. Quando chegarmos ao momento em que a maioria da população estiver imune começa a ser possível abandonar estas medidas de prevenção, como as máscaras", afirmou o especialista.

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