Incidência da Covid já está fora da matriz de risco. Gráfico tem de ser alterado

Escala usada já não chega. Continente chegou a uma incidência de 260 casos por 100 mil habitantes, diz à TSF Óscar Felgueiras.

A matriz de risco definida pelo Governo e até agora divulgada diariamente nos boletins da Direção-Geral de Saúde (DGS) vai ter de mudar em breve.

O boletim de ontem, segunda-feira, já apresentava números quase fora da escala prevista na atual matriz, nomeadamente no indicador da incidência que revelava 224,6 casos, a nível nacional, por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Recorde-se que a matriz definida pelo executivo em Diário da República e publicada diariamente pela DGS tem dois indicadores com duas escalas: de 0 a 240 novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias; e de 0,5 a 1,5 no índice de transmissibilidade (Rt).

O matemático Óscar Felgueiras, que tem medido o pulso à pandemia e ajudou o Governo a desenhar a estratégia para o desconfinamento a partir de maio, admite que como tem sido apresentada a matriz de risco tem de ser alterada em breve.

Aliás, o perito explica que os dados habitualmente divulgados pela DGS têm alguns dias de atraso e já hoje, terça-feira, com os mais recentes números de casos positivos, a taxa de incidência já chegou aos 260 novos casos por 100 mil habitantes - ou seja, fora do esquema desenhado no boletim.

Óscar Felgueiras adianta à TSF, contudo, que a solução será difícil e já foi apresentada no último relatório de monitorização das linhas vermelhas para a Covid-19 em que já existiam várias regiões acima do limite de 240 novos casos.

Esse documento das linhas vermelhas, elaborado pela DGS e pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), subiu, na prática, o eixo vertical da matriz, alargando-o até ao limite de 480 casos por 100 mil habitantes.

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