INEM deixa pessoas à espera em chamada durante oito minutos

Junho foi um mês crítico para o INEM, com esperas médias de seis a oito minutos, e com perdas de 10 mil chamadas, das quais 50% não foram recuperadas.

Oito minutos. Foi a média dos tempos de atendimento das chamadas no Instituto Nacional de Emergência Médica durante o mês de junho. Os operadores do INEM falharam, assim, o intervalo recomendado de sete segundos para atender.

Neste mês, chegaram mesmo a perder-se 10 mil chamadas, das quais apenas metade foi recuperada, avança esta segunda-feira o Jornal de Notícias . A mesma publicação obteve acesso a dados internos do instituto, que revelam falta de recursos humanos nos centros de Orientação de Doentes Urgentes. Todos os dias há, portanto, menos técnicos de emergência pré-hospitalar ao serviço do que aqueles que estão formalmente escalados.

O dia 24 do mês passado, feriado de São João, foi o mais crítico no atendimento de chamadas da central 112, com esperas de oito minutos. O INEM justifica, no entanto, que esta situação foi excecional, por se tratar de um pico de serviço.

Ouvido pelo JN, o vice-presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar alertou para a possibilidade de agravamento já em julho e agosto, devido à carência de meios. Rui Lázaro explicou ainda que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes Norte possui apenas, em média, 15 operadores, quando o mínimo previsto se situa nos 19. Para além da escassez de recursos humanos para cobrir todos os horários, há também uma falta de ambulâncias que preocupa o dirigente sindical.

Joaquim Barreto, deputado pelo PS, também já testemunhou os efeitos do demorado atendimento. O socialista acusou uma forte dor no peito, junto ao Parlamento, e teve de esperar entre 30 e 40 minutos para ser socorrido.

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