"A violência destes incêndios reflete a falta de investimento"

A Quercus analisou o investimento feito para a prevenção dos fogos florestais e assegura que alguma coisa está a falhar.

Em cinco anos o Estado apenas gastou menos de 40% dos fundos europeus disponíveis para proteger a floresta dos incêndios. A conclusão é visível no último balanço, de junho, do Plano de Desenvolvimento Rural 2014-2020 (PDR 2014-2020)

A ano e meio de fechar o quadro comunitário de apoio, as medidas na área da prevenção dos fogos têm uma execução de apenas 37% e para a melhoria da resiliência e do valor ambiental da floresta os valores são ainda mais baixos: 22%. Os números em causa são públicos e foram encontrados pela Quercus.

João Branco, responsável pela área florestal na associação ambientalista, defende que alguma coisa está a falhar e deixa um alerta: "A violência destes incêndios reflete a falta de investimento."

"Num país com tantos incêndios, em que os incêndios são um problema enorme, são o maior problema da floresta portuguesa e o maior problema ambiental do país e talvez o maior problema político, e depois vamos ver as operações do PDR 2020 da floresta com estas taxas de execução tão baixas... alguma coisa está mal aqui", explicou o membro da Quercus.

João Branco pede aos partidos que expliquem claramente quanto dinheiro pretendem gastar na defesa e ordenamento da floresta e ressalva que os números de investimento na prevenção deviam ser mais elevados.

"Estes números deviam ser mais altos, até porque sabemos que os incêndios florestais são recorrentes todos os anos e tudo o que for para investir em prevenção de incêndios florestais, melhoria da florestal, da resiliência da floresta, limpeza de matos e diminuição de combustíveis deviam ser uma aposta de qualquer governo. O que se passa é que não é isso que está a acontecer no PDR 2020", ressalva.

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