Aeródromo de Vila Real encerrado por abatimento da pista. Câmara pede ajuda ao Governo

Por questões de segurança, a carreira aérea que liga Trás-os-Montes ao Algarve não poderá parar em Vila Real e os meios aéreos de combate a incêndio estacionados no aeródromo terão de ser deslocados.

O aeródromo municipal de Vila Real vai ficar encerrado pelo menos até dia 15 de agosto, devido a problemas de segurança na pista, informou o grupo Sevenair, responsável pela ligação aérea entre Trás-os-Montes e o Algarve, que faz escala neste aeródromo.

Parte da pista do aeródromo abateu e não está em condições de ser usada pelas aeronaves, confirmaram à TSF o comandante distrital da Proteção Civil de Vila Real, Álvaro Ribeiro.

"Houve um abatimento devido a uma linha de água em profundidade e, portanto, terá que ser tratado e reposto o pavimento", explicou o comandante Álvaro Ribeiro.

Em conferência de imprensa, ao final desta manhã, o presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, confirmou que tinha sido "deteato um grave problema" no aeródromo, pelo que foi decidido o "encerramento preventivo da infraestrutura".

"A situação deve-se ao abatimento transversal de um setor central da pista, detetado em junho de 2018 e, entretanto, reparado. A reparação revelou-se insuficiente face a novos abatimentos registados em junho de 2019 e que não são já possíveis de solucionar numa intervenção ligeira como aquela que foi desenvolvida", esclareceu o autarca.

Rui Santos confirmou que "a avaliação e os ensaios técnicos efetuados por firmas independentes comprovam uma fragilidad estrutural do solo na área da pista", causada pela travessia da linha de água, que "tem erudido o solo e está a comprometer a segurança".

O espaço recebe voos diários da carreira aérea que liga Bragança, Vila Real, Viseu, Cascais e Portimão, e que, perante esta situação, deixará de poder fazer escala neste aeródromo.

O aeródromo serve ainda como sede de três meios aéreos de combate a incêndios, afetos à Proteção Civil, que deverão agora ser transportados para locais alternativos - Chaves ou Mirandela são hipóteses em cima da mesa, de acordo com a agência Lusa.

"Estão estacionados um helicóptero ligeiro permanente e dois aviões anfíbios de combate a incêndios. Face a este imprevisto na pista, irão deixar o aeródromo de Vila Real os dois aviões", adiantou o comandante Álvaro Ribeiro à TSF.

"O helicóptero permanece, não há nada que intefira na sua operacionalidade. Os dois aviões serão orientados para outro aeródromo onde tenham condições e centralidade. Estamos em ligação com o comando nacional para encontrar a melhor solução para a região", declarou.

Segundo o presidente da Câmara Muncipal de Vila Real, "o tempo legalmente necessário para o lançamento e conclusão de obras públicas terá um impacto sobre a ligação aérea comercial que pdoerá estender-se à disponibilidade local de meios de combate aéreos a a fogos florestais".

"A solução do problema revela-se complexa. Todos os procedimentos inerentes à contratação pública de uma obra desta dimensão significam que terão de passar meses até que a mesma chegue ao terreno", explicitou o autarca.

Rui Silva alertou ainda que o município não tem condições para comportar as despesas necessárias à obra e apelou ao apoio do Governo.

"É uma dispensa muito avultada e não prevista no orçamento municipal", notou o presidente da câmara municipal. Por este motivo, a autarquia está a procurar "uma solução financeira que permita a viabilização desta reparação no mais curto período de tempo possível" junto do Governo central e das entidades estatais envolvidas.

O pedido de ajuda financeira para a execução das obras seguiu para o Ministério das Infraestruturas e da Habitação na noite de segunda-feira, adiantou à TSF o autarca.

Notícia atualizada às 12h55

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