Agência europeia também investiga problemas nos novos aviões da TAP

Empresa diz que já fez "exaustiva lista de potenciais causas".

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) confirma que também está a tentar perceber os estranhos episódios reportados a envolver os novos aviões da TAP.

As explicações foram enviadas à TSF depois das últimas notícias sobre uma carta, com data de 7 de junho, enviada pelo construtor à companhia aérea portuguesa a admitir falhas no A330neo.

A EASA, o regulador europeu da aviação, diz que já foi informada dos episódios nos aviões da TAP e que os seus "especialistas estão à procura de informação para determinar as respectivas circunstâncias".

Até que esteja concluída essa avaliação a EASA adianta que não pode fazer mais comentários.

Airbus explica o que está a fazer

Quanto à Airbus, depois de no início de julho ter enviado uma resposta curta e que adiantava muito pouco remetendo para o facto das aeronaves serem novas, agora as explicações são mais completas.

As explicações enviadas por fonte oficial do fabricante sublinham que a Airbus teve relatos de dois tipos de problemas que não estão correlacionados: cheiros fora do comum na cabine e sintomas de desconforto. Em relação aos cheiros na cabine, foi criada uma "task force" que tem trabalhado em colaboração com os fornecedores.

As investigações estão em curso e exploram uma "exaustiva lista de potenciais causas", estando já aplicadas "soluções mitigadoras ou permanentes".

A Airbus reforça que a "extensa investigação e análise" já feita por um laboratório independente "sistematicamente demonstrou que não há riscos de contaminação do ar" tal como nos outros 1.400 aviões do modelo A330 que estão em operação [o modelo que está na origem do A330neo], pelo que o avião é "seguro para voar".

Sobre aquilo que segundo a empresa são os "esporádicos casos de desconforto na cabine", a Airbus diz estar a trabalhar de perto com a TAP.

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