Associação Sindical dos Profissionais da Polícia solidária com o "Movimento Zero"

O Presidente da ASPP considera que, depois deste protesto, é tempo de a Direção Nacional da PSP e o Ministério da Administração Interna darem resposta às reivindicações dos polícias.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) está solidária com o "Movimento Zero" que juntou, esta manhã, elementos da PSP e da GNR num protesto contra a tutela durante a cerimónia militar do 152 Aniversário da PSP.

Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, em declarações à TSF, admite que o protesto desta sexta-feira reflete a frustração que os polícias sentem por serem desvalorizados por parte da tutela.

"Nós temos visto, ao longo dos últimos anos, que tem havido uma desvalorização dos direitos dos polícias. Exige-se cada vez mais, recompensa-se cada vez menos, com menos direitos. Atropelam-se aquilo que são os direitos elementares ou quase básicos dos polícias e é evidente que isto traz revolta. O movimento reflete um pouco isso, reflete a instabilidade que existe internamente, reflete a falta de apoio por parte não só de hierarquia, mas também de Governo em relação às questões mais complexas e reflete, no fundo, a insatisfação e toda a desvalorização que tem acontecido ao longo dos últimos anos."

Apesar de a ASPP não estar envolvida no ''Movimento Zero'', Paulo Rodrigues revela que a Associação está solidária com o protesto.

"A ASPP está solidária com este movimento. Tendo em conta que foi desenvolvida uma ação dentro daquilo que é a legalidade é evidente que temos de estar solidários, porque reflete claramente aquilo que é o estado de espírito dos polícias."

O Presidente da ASPP considera que, depois deste protesto, é tempo de a Direção Nacional da PSP e o Ministério da Administração Interna darem resposta às reivindicações dos polícias.

"É inevitável que tanto o senhor diretor nacional como o ministro da Administração Interna tirem as consequências deste movimento e isto não pode ficar sem resposta. Tanto o senhor ministro da Administração Interna como senhor diretor nacional têm de ser chamados a responder sobre este movimento."

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