Campus universitário de Lisboa vai ter mais camas, mas oferta nunca será suficiente

O campus da Ajuda recebe esta terça-feira mais 186 camas, mas o reitor da Universidade de Lisboa admite que nunca haverá quartos suficientes para tanta procura de estudantes.

O campus universitário da Ajuda vai ter, já a partir desta terça-feira, mais 186 camas, um "primeiro contributo da universidade para combater o défice de camas para estudantes na cidade de Lisboa e o preço muito elevado que elas estão a atingir", conforme explica o reitor em declarações à TSF. Ao todo, daqui a dois anos, haverá mais duas mil camas para estudantes em Lisboa.

António Manuel da Cruz Serra garantiu que "a universidade está muito empenhada em combater esta situação". Nesse sentido, há avanços para ocorrer próximos tempos: "A segunda fase da residência da Ajuda já está em concurso público. Serão mais 120 lugares para estudantes universitários que teremos no Campus da Ajuda."

A universidade está também em fase de adjudicação da "transformação da cantina dois na cidade universitária em residência de estudantes", uma "obra que permitirá alojar os primeiros 200 estudantes na cidade universitária", e encontra-se "a terminar a análise do projeto de execução da primeira fase de construção duma praça na cidade universitária onde teremos capacidade para alojar 900 estudantes".

Esta primeira fase corresponde, assim, à construção de um edifício para 300 pessoas.

No entanto, Cruz Serra admite que "haverá sempre mais procura do que o número de camas disponível", já que "Lisboa tem muitos estudantes, tem 50.000 estudantes".

"O número de camas é muito limitado", constata. "Mesmo com todas estas camas - e falta falar das 700 camas que o Governo disponibilizará por readaptação do antigo edifício do Ministério da Educação na 5 de Outubro -, não acho que tenhamos oferta a mais."

Sobre a carência de quartos para estudantes, o reitor da Universidade de Lisboa acredita que se deve a um desinvestimento ao longo de décadas. "Estivemos muitos anos sem investimentos neste setor."

No entanto, Cruz Serra considera fundamental combater os preços "muito elevados" de alojamentos para estudantes, incompatíveis com os rendimentos médios das famílias portuguesas.

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