Dar sangue no verão. Tipos negativos são os mais escassos, Lisboa é a mais afetada

A cada dois segundos existe alguém a precisar de sangue. No verão, há um declínio considerável de doação de sangue.

As reservas de sangue disponíveis em unidades hospitalares diminuem sempre durante o verão. A Federação dos Dadores Benévolos de Sangue pede aos portugueses que não deixem de dar sangue, mesmo quando vão de férias.

O presidente da federação, Alberto Mota, sublinha que a situação não é de alarme, mas deixa um apelo aos portugueses, sobretudo aos mais jovens, já que a população dadora está envelhecida.

"Ainda não estamos numa altura de muita aflição, mas temos grupos sanguíneos que nos têm deixado mais atentos. Os grupos negativos - o O negativo, o A negativo, o AB negativo - são os grupos que mais gastamos, e dos quais não temos tanta afluência de dadores", refere Alberto Mota à TSF.

Para o representante da Federação dos Dadores Benévolos de Sangue, esta é uma situação que merece alerta: "Preocupa-nos, porque são necessárias sempre mil unidades de sangue."

"A cidade que mais nos preocupa é Lisboa. Lisboa e Vale do Tejo têm cinco postos de colheita de sangue. Muitas pessoas vivem ou trabalham em Lisboa, em comparação com as que doam, por isso há carência."

A cada dois segundos existe alguém a precisar de sangue. Em Lisboa, há cinco unidades fixas para dar sangue: o Hospital de Santa Maria, o Hospital de São José, o IPO de Lisboa, o Hospital Dona Estefânia e o Centro de Sangue e Transplantação de Lisboa. Há ainda algumas unidades móveis pela cidade.

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