EN 125, a estrada em que os acidentes são diários

No último ano, a Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária considerou a EN125 a estrada com mais pontos negros. A TSF visitou um dos locais mais críticos.

O trânsito é constante e intenso entre a zona do Patacão e S. João da Venda. Nesta reta da EN 125, as filas de carros sucedem-se e volta e meia acontecem acidentes.

José Fragoso, que vive à beira da estrada, já viu acontecer de tudo nesta via: de acidentes menos graves a mortes por atropelamento. A situação melhorou quando, há muitos anos, foi colocado um separador central, sinalética e semáforos para tentar abrandar a velocidade.

Naquela zona não se pode andar a mais de 70 km/hora mas Ildefonso Mota, dono de uma oficina à beira da estrada, todos os dias observa automobilistas que não cumprem as regras. "Nesta via lateral só se pode andar a 50 km/hora e eles passam por aqui a cento e tal ", revela.

Volta e meia, acontecem os acidentes mais graves. "Temos um caso recente de um rapaz que foi atropelado e perdeu uma perna", diz um habitante local. "Felizmente está vivo", conta.

Sentado à mesa de um café à beira da EN125 José Fragoso não tem dúvidas: se os automobilistas não fossem obrigados a pagar a A22 (Via do Infante), metade do trânsito não viria para a Nacional 125 e tudo seria melhor. "Toda a gente foge dali [Via do Infante], é uma vergonha ter de se pagar", conclui.

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