"Estou completamente inocente." Autarca de Barcelos mantém-se em funções

Miguel Costa Gomes é suspeito de ​​​​favorecer as empresas de Manuela Couto a troco de favores políticos do marido, Joaquim Couto.

"Estou inocente. Completamente inocente." O presidente da Câmara de Barcelos visado no âmbito da Operação Teia nega ter favorecido a empresa de Manuela Couto, mulher do presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso.

Em entrevista à RTP, Miguel Costa Gomes justifica que apenas optou por fazer ajustes diretos com a empresa da mulher de Joaquim Couto porque mantinha com o casal "uma relação de confiança, de trabalho."

Em causa, argumenta, está a "qualidade do trabalho que é prestado". Tratando-se de um serviço de comunicação política e marketing, não poderia "contratar a empresa de um opositor político", diz.

"Nunca o Joaquim Couto me falou numa coisa dessas", assegura o autarca socialista quando questionado se o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso alguma vez o interpelou diretamente para contratar a empresa da mulher.

Indiciado dos crimes de corrupção passiva e de prevaricação, Miguel Costa Gomes está em prisão domiciliária e impedido de contactar funcionários da autarquia, mas não suspendeu nem renunciou ao mandato, continuando assim em funções.

"É evidente que, se por alguma razão eu não puder exercer o cargo em nenhuma circunstância, com certeza ponderarei seriamente a rescisão do mandato."

A operação Teia centra-se nas autarquias de Barcelos e Santo Tirso e no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto e investiga suspeitas de corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio, traduzidas na viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto.

O PCP local e o movimento independente Barcelos, Terras de Futuro já pediram a demissão de Costa Gomes, tendo o Bloco de Esquerda sugerido mesmo a realização de eleições intercalares. Já o PS expressou solidariedade ao presidente da Câmara e manifestou-se convicto de que o autarca "provará a sua inocência".

Nesta operação são ainda arguidos o entretanto demissionário presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, que ficou em liberdade mediante o pagamento de uma caução de 40 mil euros, e a mulher, a empresária Manuela Couto, que ficou em prisão domiciliária.

O outro arguido é o presidente do IPO do Porto, Laranja Pontes, que também ficou em liberdade mediante caução de 20 mil euros, e com suspensão das funções que exercia.

Leia aqui tudo sobre a a operação Teia

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de