Falsos assistentes sociais assaltavam idosos. GNR já deteve 13 pessoas

A megaoperação, que envolve 275 elementos das Forças de Segurança, decorre em vários pontos da Grande Lisboa.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) tem em curso uma megaoperação para desmantelar uma rede de assaltos, que resultou na detenção de pelo menos 13 pessoas, no Bairro Alfredo Boa Saúde, na Portela, e em São João da Talha, no concelho de Loures, assim como na Margem Sul do Tejo.

Num comunicado, a GNR adianta que, através da Secção de Investigação Criminal da Unidade de Intervenção, foram emitidos 42 mandados de busca, dos quais 26 em habitações e em veículos. Há ainda 16 mandados de detenção, apesar de, até ao momento, só estar confirmada a detenção de 13 pessoas.

A operação envolve 275 elementos das Forças de Segurança, entre militares da GNR, nomeadamente da Unidade de Intervenção, da Direção de Investigação Criminal, do Grupo de Intervenção de Ordem Pública e dos Comandos Territoriais de Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal, e elementos da Polícia de Segurança Pública.

A investigação decorria há cerca de dois anos, com mais de 30 vítimas registadas pela GNR e a quem foram roubados bens num valor total superior a 100 mil euros.

Os detidos vão ser presentes a um juiz no Tribunal Judicial de Sintra na quinta-feira, para serem interrogados e para lhes serem aplicadas medidas de coação.

Como atuavam os assaltantes?

"Os suspeitos selecionavam as vítimas, maioritariamente idosos vulneráveis, residentes na zona interior do país, e através de manobras de distração entravam nas suas residências das quais furtavam ouro e dinheiro, recorrendo à violência sempre que estas ofereciam resistência", informa a GNR.

Os assaltantes faziam-se passar por empregados de limpeza da paróquia ou assistentes sociais do centro de saúde para ajudar os idosos a tomar a medicação e solicitavam papel e caneta para deixar um recado a vizinhos. Houve ainda casos em que solicitavam um copo de água, alegando que um deles se sentia mal.

"Para não serem detetados, alternavam, com muita frequência, de viaturas de aluguer de curta duração nos seus deslocamentos ao longo de todo o território nacional", explica a GNR.

De acordo com o tenente-coronel e Oficial de Relações Públicas da Unidade de Intervenção da GNR, Carlos Almeida, os indivíduos "alugavam viaturas, para mais facilmente ludibriarem as autoridades, e depois deslocavam-se essencialmente até zonas mais remotas do país, e tentavam abordar pessoas mais vulneráveis, quer pela sua idade, quer pela sua capacidade de mobilidade ou de dar resposta a estes indivíduos".

Tratava-se de grupos de cinco, com, pelo menos, um elemento do sexo masculino, que ficava na viatura, e "três ou quatro do sexo feminino, que abordavam as vítimas através de uma história de cobertura".

A ação, de âmbito nacional, teve lugar em Ponte de Lima, Castelo Branco, Cacém, "principalmente durante a semana, para evitar encontrar pessoas mais novas nas residências". Até ao momento, estão contabilizados 32 processos.

Notícia atualizada às 13h01

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