Funcionários judiciais terminam greve de cinco dias com paralisação

O sindicato está já a ponderar um novo conjunto de greves para o período eleitoral das legislativas, caso o Governo não reveja a situação dos funcionários judiciais.

Os funcionários judiciais cumprem, esta sexta-feira, o último de cinco dias alternados de greve em protesto pela forma de integração de um suplemento de 10% no ordenado, que resulta em perda salarial. O fim da paralisação foi marcado por uma concentração, esta manhã, junto ao Palácio da Justiça, em Faro.

A greve estendeu-se pelos dias 25 e 28 de junho e 2 e 4 de julho e termina esta sexta-feira, tendo registado, segundo o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), elevada adesão e motivado o adiamento de alguns julgamentos e diligências processuais.

Em causa está o Decreto-Lei de Execução Orçamental de 2019 que integra um suplemento de 10% no vencimento dos oficiais de justiça. Segundo o diploma, este valor é abonado 11 vezes por ano, mas o pagamento é dividido pelos 14 salários auferidos pelos trabalhadores durante um ano.

Atualmente, os oficiais de justiça recebem este subsídio 11 meses por ano e não está integrado no ordenado e exigem a sua integração no ordenado e o pagamento de 14 meses.

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