Governo autoriza hospitais a contratarem 1400 funcionários para os quadros

Governo autorizou a contratação de mais de centenas de profissionais de saúde para os hospitais.

São 1400 contratos sem termo, com entrada direta nos quadros do Serviço Nacional de Saúde. Um despacho dos Ministérios da Saúde e das Finanças autoriza os hospitais a contratarem, no imediato, centenas de enfermeiros, assistentes técnicos e assistentes operacionais. Governo explica que, caso as administrações tenham bolsas de recrutamento, podem dar início ao processo já nos próximos dias. Secretário de Estado Adjunto e da Saúde garante à TSF que alguns hospitais até ficam com funcionários a mais.

Assim que receberem o despacho da Administração Central do Sistema de Saúde os hospitais têm carta-branca para contratar. O Governo garante que a autorização chega nos próximos dias a todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que passam a ter nos quadros mais 1424 funcionários. No total são "550 enfermeiros, 160 assistentes técnicos e 710 assistentes operacionais, estamos a falar de contratações sem termo", explica o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

Ouvido pela TSF, Francisco Ramos explica que o processo será mais rápido no caso dos hospitais que têm acesso a bolsas de recrutamento, mas que ao longo das próximas semanas todas as unidades deverão ter as contratações concluídas.

O Governo sublinha que o reforço generalizado no SNS será proporcional à falta de pessoal de cada hospital e que os maiores centros vão receber a maior fatia. Em Lisboa, o Hospital de Santa Maria está autorizado a recrutar 115 enfermeiros, 75 assistentes operacionais e 24 assistentes técnicos, no Porto, o Hospital de São João tem direito a 44 enfermeiros e 84 assistentes operacionais e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra tem autorização para assinar, no total, cerca de uma centena de contratos.

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde garante que alguns hospitais até vão ficar com mais funcionários do que é preciso: "ficam colmatadas definitivamente as faltas provocadas pela passagem às 35 horas [semanais] e, na generalidade dos hospitais, com uma folga razoável a mais de profissionais."

O Ministério da Saúde espera assim acalmar os ânimos no setor e recorda que, além deste reforço, está a decorrer um concurso para contratar médicos.

Em declarações à TSF, Guadalupe Simões, do sindicatos dos enfermeiros portugueses, considera este número é "manifestamente insuficiente para as necessidades".

Ana Avoila, a coordenadora da Federação dos Sindicatos da Função Pública está apreensiva com a notícia e considera que se trata de uma medida eleitoralista e insuficiente para resolver o problema da falta de pessoal nos hospitais.

"Mais do que brincar às campanhas o que nos interessa são os problemas sérios que atravessa o nosso Sistema Nacional de Saúde", sublinhou em declarações à TSF.

[Notícia atualizada às 15h01]

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