Governo diz que não pode proibir olivais intensivos ou superintensivos

Ministério da Agricultura esclarece que apenas acabam os financiamentos públicos.

O Governo garante que continua a ser possível plantar olivais intensivos ou superintensivos no perímetro de rega de Alqueva, no Alentejo.

Perante as notícias das últimas semanas, o Ministério da Agricultura vem agora esclarecer que o que acaba são apenas, até ao final de 2020, os apoios públicos a estas plantações e a projetos de indústria transformadora de azeitona.

O investimento puramente privado não está proibido e o Governo garante que nem seria possível, por lei, seguir esse caminho, a não ser em áreas onde os planos de ordenamento do território obriguem a que isso aconteça.

O gabinete do ministro Capoulas Santos defende que a cultura da oliveira e a produção de azeite são atividades da maior relevância social e económica para o Alentejo e para o País.

Cerca de 57 mil hectares, algo como 60% do perímetro de rega do Alqueva, está nesta altura ocupado por olival.

O Ministério da Agricultura recorda que no final de maio determinou que se faça um "estudo fundamentado, a apresentar até ao final do 1º trimestre de 2020, sobre se se justifica ou não o eventual estabelecimento de limites máximos para a expansão desta cultura no perímetro de rega", nomeadamente que se limite a mancha contínua destas culturas intensivas e superintensivas.

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