"Governo fez o que lhe competia, a UGT está solidária"

Carlos Silva entende que é preferível "haver serviços mínimos que estejam entre os 50% e os 100% do que haver uma requisição civil".

A UGT está "solidária" e do lado do Governo quanto à definição dos serviços mínimos decretados para a greve dos motoristas. À TSF, o secretário-geral da central sindical Carlos Silva diz concordar com os serviços mínimos de 50% a 100% e, embora reconheça que vão além do habitual, reforça que são preferíveis à requisição civil.

"Os serviços mínimos vão para além daquilo que seria naturalmente expectável pela nossa parte, tendo em conta a gravidade desta greve. O Governo fez o que lhe competia. Entendeu fazer a leitura política do país e das repercussões que a greve teria para o tecido económico nacional", entende.

Quanto aos motoristas, Carlos Silva diz que "não perderam nem têm que perder a face" e que a sua luta vai continuar. Ainda assim, a UGT entende que esta greve "é desproporcionada na forma como está a ser equacionada",

"Para nós, é mais importante haver serviços mínimos que estejam entre os 50% e os 100% do que haver uma requisição civil. Na nossa leitura, o Governo fez o que lhe competia, a UGT está solidária em relação a esta matéria", rematou.

Os serviços mínimos serão de 100% para abastecimento destinado à REPA - Rede de Emergência de Postos de Abastecimento, portos, aeroportos e aeródromos que sirvam de base a serviços prioritários.

O Governo decretou ainda serviços mínimos de 100% para abastecimento de combustíveis para instalações militares, serviços de proteção civil, bombeiros e forças de segurança.

Para abastecimento de combustíveis destinados a abastecimento dos transportes públicos foram decretados serviços mínimos de 75%.

Já nos postos de abastecimento para clientes finais, os serviços mínimos são de 50%.

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