Greve no Amadora-Sintra levou ao cancelamento 100 cirurgias e 150 exames

O sindicalista renovou o apelo aos autarcas da Amadora e de Sintra para ajudarem "neste combate".

A greve de cinco dias dos anestesistas do Hospital Amadora-Sintra termina esta sexta-feira, uma paralisação que obrigou ao cancelamento de 100 cirurgias e 150 exames que precisam da intervenção destes especialistas.

Roque da Cunha, do Sindicato Independente dos Médicos, fala de uma total adesão à greve em nome da segurança dos doentes.

"Salientar o forte espírito de coesão de todos os médicos que, nestes dias, garantiram 100% de adesão à greve. Com isso mostraram que pretendem seriamente garantir a segurança clínica dos seus utentes. O número de médicos necessários para os serviços mínimos são o dobro das escalas que têm sido feitas e isso é inadmissível, porque cria constrangimentos não só aos médicos, mas às pessoas que recorrem ao Amadora Sintra. Tem de haver coragem: quando não há um número mínimo de médicos, tem de se fechar a urgência."

O sindicalista renovou o apelo aos autarcas da Amadora e de Sintra.

"Nós também apelamos ao senhor presidente da Câmara de Sintra e à senhora presidente da Câmara da Amadora para que nos possam ajudar neste combate que é um combate pelo Serviço Nacional de Saúde e pelos utentes. Não estamos a solicitar aumentos de salários ou de mordomias ou de menos trabalho. Estamos a dar apoio a um conjunto de médicos que três, quatro meses depois do início do ano já ultrapassaram em muito o número máximo de horas extraordinárias."

Para os superiores hierárquicos que façam escalas abaixo do mínimos previstos pela Ordem dos Médicos o Sindicato pede processos disciplinares. À espera de medidas depois da paralisação, os anestesistas do Amadora Sintra prometem não desistir até que impere o bom senso.

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