Internet cara trava digitalização da sociedade portuguesa

Portugal ainda é dos países europeus onde mais não usam a Internet

Um relatório da União Europeia sobre a digitalização da sociedade e da economia critica os preços altos da banda larga em Portugal. Este é um dos obstáculos que levam o país a ficar abaixo da média comunitária no Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade.

O documento diz que é preciso um esforço suplementar para que a banda larga rápida e ultrarrápida chegue a todas as famílias, sendo que o problema não é tanto a implantação desta no território nacional, mas os preços que "continuam a ser um desafio".

Os custos do uso da Internet no telemóvel até desceram no último ano em Portugal (de 29,8 para 25,7 euros), mas continuamos acima da média europeia (22,3 euros), sendo o oitavo país, em 28, com preços mais elevados.

"Apesar de uma melhoria do índice de preços da banda larga em 2018, Portugal continua a ocupar o 21.º lugar. No entanto, é de notar que os pacotes convergentes (ou seja, incluindo a Internet fixa e móvel e serviços de voz) são o método mais representativo utilizado pelos operadores para vender serviços de comunicações eletrónicas em Portugal".

Demasiados não usam a Internet

Globalmente, Portugal ocupa o 19º lugar entre os 28 Estados-Membros da UE no Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade da Comissão Europeia de 2019.

A melhoria mais significativa tem acontecido nos serviços públicos digitais (área onde Portugal tem o seu melhor desempenho).

O país tem, contudo, "um fraco desempenho nas dimensões de capital humano". O relatório defende que há, em Portugal, "défices de competências digitais que continuam" a prejudicar a sociedade e a economia portuguesa.

A maioria já usa a Internet com frequência, mas muitos continuam excluídos: 29% não a usa regularmente e há mesmo 23% que nunca a usaram, números bem mais altos que a média da União Europeia (respetivamente, 17% e 11%).

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