IPO do Porto quer acabar com mitos à volta dos dadores de medula óssea

Ainda há muitos receios e mitos à volta dos processos de colheita.

Portugal é um dos países com mais dadores de medula óssea, mas ainda há muitos receios e mitos à volta dos processos de colheita que levam alguns dadores a desistir. No ano passado, por exemplo, foram 80 as desistências ou recusas.

Para desmistificar esta questão, o IPO do Porto vai organizar uma iniciativa que junta dadores, antigos doentes e especialistas.

A maioria dos dadores inscreve-se depois de ver uma campanha na internet ou de conhecer casos próximos, mas quando chega o momento alguns recuam. A diretora do serviço de terapia celular do IPO do Porto sublinha dois principais motivos. O primeiro é o medo. Depois, o facto de raramente o dador conhecer o doente com quem é compatível.

Embora também aconteçam casos de recusas entre pessoas da mesma família, Susana Roncon sublinha, no entanto, que as 80 desistências do ano passado representam apenas 6% do total e acontecem antes de chegarem ao hospital porque, quando ali chegam, cabe aos médicos ajudar a perder o medo.

Felizmente, segundo a especialista, são poucos os casos que reforçam que a maioria dos medos não têm fundamento médico e científico.

Susana Roncon lembra ainda que a maioria das colheitas é feita nas veias do braço e no próprio dia o dador pode ir para casa e descansar. Apenas a colheita feita por punção óssea exige internamento hospitalar.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de