Maio quase sem chuva leva seca a 98,2% do país

Chuva de maio de 2019 foi apenas um quinto da que normalmente se regista nesta época do ano.

Depois de um mês de abril em que a chuva que caiu diminuiu bastante a problema, a seca voltou, até ao final de maio, a afetar quase todo o país.

A conclusão é do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que diz que o último mês foi muito quente e praticamente não teve precipitação, sendo classificado como "extremamente seco".

Maio de 2019 foi o sétimo mais quente desde 1931 (primeiro ano com registos históricos) e o quarto desde 2000. O valor da temperatura máxima do ar foi mesmo o segundo mais alto desde 1931 (mais alto só em 2015).

O IPMA nota ainda que o mês teve uma onda de calor com início a 22 de maio que se prolongou até aos primeiros dias de junho, abrangendo quase todo o território durante 6 a 12 dias, conforme a região.

Nos dias 30 e 31 de maio foram mesmo ultrapassados os anteriores maiores valores da temperatura máxima do ar em algumas estações meteorológicas do litoral, nomeadamente em Viana do Castelo, Cabo Raso, Setúbal e Sines.

Seca regressa em força

Na precipitação a chuva que caiu em maio foi apenas 19% do normal para a época do ano.

No final do mês verificou-se ainda, em relação ao final de abril, uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em todo o território, sendo de destacar as regiões do interior Norte e Centro, a região de Vale do Tejo, o Alentejo e o Algarve com valores inferiores a 20%.

Com o calor e a pouca chuva a seca que no fim de abril atingia 58% do Continente passou a afetar 98,2% do território.

Perto de 2,5% do país está agora em seca extrema, 27,9 % em seca severa, 22,4% em seca moderada e 46,1% em seca fraca.

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