Médicos obrigados a ir para as regiões? Deputado do PSD Algarve defende que sim

À porta do Hospital de Faro manifestantes concentraram-se em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A manifestação foi convocada por elementos do PSD mas o Sindicato Independente dos Médicos , a Ordem dos Enfermeiros e até um deputado do BE marcaram presença.

Numa região onde ultimamente têm sucedido inúmeros casos no SNS , ouviuse a voz do deputado do PSD Cristovão Norte.

Nesta manifestação Norte lançou a ideia para os jornalistas presentes: se os médicos não vêm para o Algarve o Estado tem que ponderar a necessidade de os obrigar.

"Eu falo a título pessoal mas não excluo nenhum mecanismo", adianta.

Segundo o deputado social democrata é preciso" avaliar se faz ou não sentido criar algum caráter de obrigatoriedade para garantir que a distribuição geográfica se verifica" para que estas pessoas não fiquem privadas do acesso à saúde.

O deputado lembra que no Algarve, em ortopedia as pessoas ficam à espera mais de mil dias por uma consulta e 776 dias na estomatologia, muitas vezes" em desespero".

Nesta manifestação juntaram-se à porta do Hospital de Faro cerca de 60 pessoas empunhando cartazes com palavras de ordem mas a maior parte eram simpatizantes ou militantes do PSD . A destoar, apenas deputado do Bloco de Esquerda, João Vasconcelos, que também marcou presença.

No local estiveram igualmente representantes do Sindicato Independente dos Médico( SIM) e da Ordem dos Enfermeiros. João Dias, dirigente do SIM desvaloriza a situação e sublinha que todos deviam marcar presença." Se outras vozes não se estão a levantar, deviam fazê-lo"na defesa da região, adverte.

Segundo os oradores desta concentração, embora o projeto de um novo hospital central do Algarve não esteja na mira do governo pelo menos até 2023, é urgente a sua construção para trazer mais profissionais e dar-lhes perspetiva de carreira .Cristovão Norte garante que esta é uma região onde o número de queixas sobre o SNS mais tem crescido, de "de 2016 para 2017 aumentaram 103 por cento", garante.

Segundo o deputado está em causa o direito constitucionalo de prestação de cuidados de saúde atempados e com qualidade à população do Algarve.

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