Número de feridos no incêndio da Sertã sobe para dez

Entre os feridos há nove bombeiros e um civil.

O número de feridos no incêndio que lavra no concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, aumentou para dez, nove bombeiros e um civil, disse à agência Lusa a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

"No que diz respeito a feridos, no teatro de operações da Sertã, temos o registo de 10 feridos, nove dos quais bombeiros e um civil", explicou Miguel Oliveira, comandante de serviço na ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, acrescentando que "está a ser avaliada e atualizada" a informação acerca do estado clínico destes feridos.

À TSF, o Comandante Distrital da Proteção Civil de Castelo Branco, Francisco Peraboa explicou que só há, neste momento, "uma frente ativa" a arder com "alguma intensidade".

Além deste fogo, que se iniciou às 14h50 na localidade de Marmeleiro e que conta atualmente com 514 operacionais apoiados por 159 viaturas, há ainda outros dois incêndios de grandes dimensões: um que deflagrou às 18h22 no concelho de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, e outro, que começou pelas 13h30, em Ervões, no concelho de Valpaços, distrito de Vila Real.

"Ao nível das habitações neste momento não temos essa contabilização. Sabemos que no incêndio de Valpaços terão ardido umas habitações devolutas, mas essa contabilização não está totalmente apurada", afirmou o comandante Miguel Oliveira.

Este fogo estava a ser combatido pelas 23h50 por 380 operacionais apoiados por 117.

No incêndio que lavra no concelho de Miranda do Corvo estão 567 operacionais e 169 veículos.

"Neste momento não temos uma projeção [perspetiva para as próximas horas sobre os três incêndios]. Os meios foram colocados no terreno e esperamos que esta noite se consiga debelar estas situações, vamos esperar para irmos atualizando", frisou este operacional.

Segundo o comandante Miguel Oliveira, a maior preocupação no combate aos incêndios tem sido a salvaguarda da vida humana.

"Acima de tudo, a maior preocupação será sempre a proteção das vidas e, de facto, esse tem sido um dominador comum ao longo de toda a tarde. E é para isso e também para a resolução destas situações que foram mobilizados estes meios, a fim de aproveitar esta janela de oportunidade da noite para tentar resolver estes incêndios", referiu este operacional da ANEPC.

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