Marcelo recorda "legado" na homenagem a Ruben de Carvalho

O antigo dirigente do Partido Comunista morreu na terça-feira aos 74 anos. Presidente da República, ministros e autarca de Lisboa marcaram presença no velório de Rúben de Carvalho.

Centenas de pessoas, do Presidente da República aos Trovante, prestaram este sábado, nos Paços do Concelho, em Lisboa, homenagem ao histórico comunista Ruben de Carvalho, que morreu na terça-feira, aos 74 anos.

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa recordou "o legado" que deixa, de "cultura, de democracia, de liberdade, de tolerância, de abertura, de capacidade para se dar aos outros e para compreender e ouvir os outros, e, nesse sentido, fazendo um Portugal melhor".

O velório do ex-vereador da Câmara de Lisboa começou cerca das 17:30, sucedendo-se as pessoas, militantes e dirigentes comunistas, líderes de outros partidos, como Catarina Martins, do BE, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, a título pessoal, mas também os três músicos fundadores dos Trovante -- Luís Represas, João Gil e Manuel Faria.

O funeral realiza-se no domingo à tarde no cemitério do Alto de São João, em Lisboa, e caberá ao secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, fazer a evocação do ex-deputado e organizador da Festa do Avante!, desde a sua primeira edição, em 1976.

Ruben de Carvalho era responsável na Câmara Municipal de Lisboa pelo Roteiro do Antifascismo, membro do Comité Central do PCP e fazia parte da organização da Festa do Avante! desde o seu início, em 1976.

Jornalista de profissão, Ruben de Carvalho foi também chefe de redação do semanário Avante!, órgão central do PCP, entre abril de 1974 e 1995, chefe de redação da revista Vida Mundial e redator coordenador do jornal O Século.

Foi membro das "comissões juvenis de apoio" à candidatura do general Humberto Delgado, chefe de gabinete do ministro Sem Pasta, Francisco Pereira de Moura, no I Governo Provisório após o 25 de Abril de 1974, deputado à Assembleia da República eleito pelo distrito de Setúbal e vereador na Câmara Municipal de Lisboa.

Tinha 74 anos e era o único membro no atual Comité Central do PCP que tinha estado preso nas cadeias da PIDE durante o Estado Novo.

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