PJ deteve português suspeito de prestar apoio ao Daesh

As autoridades portuguesas informaram que o cidadão português estava radicado no Reino Unido há vários anos. Depois de ter sido presente a juiz, foi-lhe decretada a prisão preventiva.

A Polícia Judiciária anunciou a detenção de um cidadão português suspeito de prestar apoio a combatentes do Estado Islâmico.

Em comunicado enviado à TSF, as autoridades informam que realizaram uma ação policial na madrugada de domingo, respondendo "a uma busca domiciliária onde se encontrava o suspeito", sem, no entanto, esclarecer o local.

A PJ informa ainda que o cidadão estava radicado há vários anos no Reino Unido, onde realizava diversas atividades em prol do grupo terrorista, "nomeadamente como apoio e facilitador ao movimento de outros nacionais para os territórios do Iraque e do norte da Síria".

O arguido foi presente para interrogatório judicial nesta segunda-feira, dia 17, tendo sido decretada a medida de coação de prisão preventiva.

Rómulo, Romy Fansony e uma ligação ao Daesh

Há vários anos, Rómulo emigrou com os dois irmãos para Londres. Os três portugueses cresceram em Massamá e partilhavam o gosto pelo futebol e pelo hip-hop. Foi a música que lhes proporcionou uma carreira: os três irmãos, dançarinos de breakdance, chegaram a atuar em vários espetáculos ao vivo e até mesmo num programa de televisão.

Rómulo, conhecido como Romy Fansony, tornou-se produtor de hip-hop no Reino Unido e ajudou vários lusodescendentes que se dedicavam a este tipo de música em Londres.

A produção de música era, no entanto, apenas uma das facetas de Rómulo. Ao mesmo tempo, recrutava radicais portugueses para o Estado Islâmico.

Há cinco anos, o jornal Expresso chegou a entrevistá-lo junto a uma estação de comboios perto de Londres. Na altura, publicitava, através das redes sociais, a presença dos dois irmãos - e de outros elementos da chamada "célula de Leyton" - na guerra síria.

À época, negou que pertencessem ao Daesh, mas as fotografias e os vídeos que partilhava no Facebook mostravam o contrário.

Depois de publicada a história destes irmãos - que cresceram na linha de Sintra e eram considerados peças "influentes" na hierarquia da organização terrorista -, o Expresso chegou mesmo a receber ameaças.

As suspeitas de que Rómulo tinha ligações terroristas não são de agora. Em 2014, chegou a ser interrogado pelas autoridades britânicas responsáveis pelo combate ao terrorismo mas nunca foi detido nem constituído arguido.

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