Liga das Nações foi gota de água. Corpo de Intervenção descontente com remunerações

Polícias queixam-se da falta de contrapartidas monetárias e horárias pelo trabalho feito na última semana.

Vários elementos do Corpo de Intervenção (CI) da PSP manifestaram-se hoje, em Lisboa, para mostrar descontentamento com o excesso de horas de trabalho sem remuneração e com o baixo valor das ajudas de custo quando se deslocam em serviço.

Os elementos do CI queixam-se do excesso de horas de trabalho sem receberem qualquer remuneração, a falta de efetivos e o baixo valor das ajudas de custo, que rondam os 40 euros.

À TSF, o presidente da Associação Sindical de Profissional da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, explica que o descontentamento é comum a todos os elementos do corpo de intervenção no país.

"Ao longo dos últimos anos tem havido, por parte da hierarquia, uma utilização do pessoal do CI para resolver um conjunto de situações um pouco por todo o país. Sejam jogos de futebol de alto risco, sejam iniciativas ou eventos em qualquer local do país. Utilizam esses profissionais sempre na hora de folga, sem compensações monetárias e, por vezes, ficam muito aquém quando tentam compensar com horas. Já não têm condições", explica Paulo Rodrigues.

O aumento da indignação surgiu após os polícias terem prestado serviço na Liga das Nações de futebol, que decorreu entre 5 e 9 de junho no Porto e em Guimarães, e terem trabalhado, segundo alegam, 86 horas de serviço durante uma semana sem qualquer contrapartida.

"Houve profissionais do corpo de intervenção que fizeram mais de 80 horas durante a semana e fizeram muitos turnos durante a noite. A compensação para esses profissionais monetariamente é de zero e, em termos de horas, é muito perto disso também. Isto tem-se avolumado ao longo dos últimos anos. Combate-se a falta de efetivos nos vários comandos do país com a utilização do CI", nota o representante dos polícias.

Fonte dos polícias revelou à Lusa que os elementos do CI de Lisboa ponderam realizar outras ações de protesto, nomeadamente junto às instalações da Unidade Especial de Polícia (UEP), em Belas, no concelho de Sintra, onde está integrado o Corpo de Intervenção, tendo em conta que o comandante não resolve a situação.

O Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública é composto por cerca de 300 elementos em Lisboa, 90 no Porto e 40 em Faro.

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