Primeiros ecopontos florestais do país abrem em Viseu

Os habitantes de Viseu já não precisam de realizar queimas para destruir os sobrantes agrícolas. Podem transportar esses resíduos para os espaços que foram inaugurados esta sexta-feira e que custaram 52 mil euros.

Os dois primeiros ecopontos florestais do país entram esta sexta-feira em funcionamento em Bodiosa e em Barreiros Cepões, no concelho de Viseu.

A partir de agora, os habitantes destas duas localidades, e das aldeias limítrofes, já não precisam de realizar queimas para destruir os sobrantes agrícolas. Podem transportar esses resíduos para os espaços que foram inaugurados esta sexta-feira e que custaram 52 mil euros.

"Vamos divulgar isto, fazer uma campanha de sensibilização para as pessoas utilizarem isto em vez de estarem a fazer queimas no meio do mato. Assim, possibilita limpar mesmo no período de proibição de queimas", sublinha o presidente da Junta de Bodiosa, Rui Ferreira.

Na opinião do autarca, para além de reduzir o risco de incêndio, este projeto vai também potenciar a limpeza do mato, já que "muita gente não limpa [os espaços florestais que possui] porque não tem onde depositar os resíduos".

O presidente da Câmara de Viseu destaca a mais-valia ambiental deste projeto, mas também económica, na medida em que os sobrantes recolhidos vão ser queimados na Central de Biomassa do concelho, que irá pagar às freguesias um valor pelos resíduos florestais.

"Todo o resultado desse trabalho que era um desperdício passa a ser valorizado economicamente e portanto estamos a falar de mais um projeto de economia circular para Viseu e para o país e que penso que pode ser um exemplo estudado e replicado noutros locais", defende Almeida Henriques.

Uma ideia partilhada por Carlos Alegria, um dos proprietários da Central de Biomassa de Viseu, que está em fase de testes.

"Já tive conversas com o secretário de Estado [das Florestas e do Desenvolvimento Rural], Miguel Freitas, e há a perspetiva de alargar isto e financiar este projeto. A minha ideia é que isto seja legislado e que passe a ser obrigatório, ou seja, que as pessoas deixem de fazer queimas e que transportem esses resíduos para estes ecopontos", argumenta, salientando que estas infraestruturas podem não só ajudar na redução do número de fogos, mas também dos acidentes, alguns até mortais, que se registam na realização destes trabalhos agrícolas.

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