Salvar as abelhas é também salvar os humanos. Mas é preciso um milhão de assinaturas

A iniciativa de cidadania europeia que tem como mote "Salvemos as abelhas!" é registada esta segunda-feira. Os mentores querem que a Comissão Europeia tome medidas legais para melhorar os habitats destes insetos.

A 20 de maio assinalou-se o Dia Mundial da Abelha, escolhido pelas Nações Unidas para sensibilizar o mundo para a necessidade de preservar este inseto fundamental para manter o equilíbrio ecológico. Nuno Forner, da associação ambientalista Zero, sublinha que salvar as abelhas é também salvar os humanos.

"Nós precisamos deles para os nossos ecossistemas e para garantir os nossos próprios alimentos, dada a importância destes insetos no processo de polinização para produção de alimentos. Existe um vasto conjunto de espécies de abelhas que têm um papel fundamental ao nível do equilíbrio dos ecossistemas", sublinha o biólogo.

Para proteger as abelhas, o dirigente da Zero defende a mudança de hábitos, mais investigação e educação. "Reduzir drasticamente o uso de pesticidas que são altamente nocivos e promover a diversidade mosaico nas paisagens agrícolas, porque vastas áreas de monocultura são áreas em que a biodiversidade em termos de insetos é mais reduzida."

"Por outro lado, é importante o incremento em termos de investigação, assim como da educação, porque sem cidadãos bem informados, tudo o que possamos fazer em termos de conservação dos insetos, vai ser um insucesso", alerta.

O ambientalista defende ainda que é preciso criar leis mais ambiciosas para proteger os habitats da abelhas, o que é o principal objetivo da iniciativa de cidadania registada esta segunda-feira e que, durante um ano, vai estar disponível para receber votos online.

A iniciativa de cidadania quer que a Comissão tome medidas legais para melhorar os habitats dos pequenos insetos para "reduzir drasticamente a utilização de pesticidas, proibir os pesticidas nocivos sem exceções e reformar os critérios de elegibilidade; promover a diversidade estrutural das paisagens agrícolas; reduzir eficazmente os fertilizantes (por exemplo nas áreas Natura 2000); estabelecer eficazmente zonas protegidas; intensificar a investigação e o acompanhamento e melhorar a educação", refere o comunicado .

No próximo ano, se tiver mais de um milhão de assinaturas de pelo menos sete Estados-membros, a Comissão Europeia vai ter de dar uma resposta a esta iniciativa e terá um prazo de três meses para se pronunciar. A Comissão pode decidir dar ou não seguimento ao pedido, "devendo em todo o caso fundamentar a decisão".

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