"Se tivermos mais psicólogos não serão necessários medicamentos"

Porque é que Portugal lidera no consumo de psicofármacos? "Médicos fazem os possíveis" para lidar com doentes mentais, diz bastonário da Ordem dos Médicos.

O bastonário da Ordem dos Médicos considera que o plano nacional de saúde mental não precisa de ser reformulado - como defendeu o Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) - precisa é de ser posto em prática.

"Temos um bom plano, claro que pode ser podado aqui e ali", defende Miguel Guimarães em declarações à TSF. O que passa por ter mais psicólogos para o Serviço Nacional de Saúde.

O relatório anual do OPSS alerta que o país atravessa uma situação "grave" na quantidade de fármacos que são prescritos a quem tem doença mental, nomeadamente idosos.

Portugal surge em terceiro lugar na lista dos países desenvolvidos (da OCDE) que consomem mais antidepressivos, e em segundo ligar entre os que consomem mais ansiolíticos. Nos hipnóticos e sedativos o país surge na sétima posição, mesmo assim acima da média.

Em declarações à TSF porta-voz do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, Rogério Gaspar, defendeu que é preciso repensar o plano de saúde mental, contratar mais recursos humanos e encontrar mais condições para fazer uma reforma que permita medicalizar menos demasiados portugueses com doença mental.

O bastonário da Ordem dos médicos admite que são necessários mais psicólogos, em especial nos cuidados de saúde primários. "Há casos em que eventualmente se tivermos a disponibilidade de mais psicólogos não serão necessários medicamentos", nota.

Também o Bastonário da Ordem dos Psicólogos, Francisco Miranda Rodrigues, lamenta que não tenha havido qualquer reforço de especialistas em saúde mental nos cuidados de saúde primários, quando esse era precisamente "um dos compromissos desta legislatura".

O concurso para a contratação de psicólogos, que ainda decorre, "abriu muito tarde", lamenta.

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