Supermercados, serviços e até comida. Nova greve vai ser "muito mais grave"

Sindicato dos motoristas pede debate televisivo com os patrões e diz que ainda ninguém revelou as consequências da greve marcada para começar a 12 de agosto.

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias alerta que a greve por tempo indeterminado marcada para começar a partir de 12 de agosto "vai ter repercussões muito mais graves das do passado mês de abril".

Já se sabia que desta vez além do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas esta greve também envolve um segundo sindicato que representa todos os motoristas, mas este segundo sindicato fez agora um apelo para que a associação representativa das empresas aceite um debate na televisão que ajude a evitar a greve.

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias acusa patrões e Governo de estarem a escondê-lo, mas avisa que os portugueses arriscam-se a ser apanhados desprevenidos pois ainda ninguém revelou bem a dimensão da greve que está a caminho, "só se falando dos combustíveis".

"Esta greve vai afetar todas as tipologias de transporte de todos os âmbitos e para além dos combustíveis vai afetar o abastecimento das grandes superfícies, a indústria e serviços", garante o sindicato.

"Vão faltar alimentos e outros bens nos supermercados, a indústria vai sofrer graves perdas e grandes exportadoras como a Autoeuropa correm o risco de parar a laboração".

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias garante, num comunicado agora divulgado, que "não somos criminosos ou terroristas" e que as razões para a greve são muito mais fortes que aquilo que se tem dito, fazendo um apelo à associação representativa dos patrões para que aceite um debate na televisão.

Se o debate acontecer, dizem os representantes dos trabalhadores, "o governo não poderia mais dar cobertura a uma associação patronal que mais não tem feito do que degradar as condições de vida e de trabalho de cerca de 50 mil profissionais e por arrasto, das suas famílias", à custa, diz o sindicato, "de evasão fiscal, perdões fiscais e subsídios estatais".

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