Tapada de Mafra fechada. Funcionários em greve exigem demissão da diretora

Os trabalhadores da Tapada Nacional de Mafra estão em greve, esta quarta-feira.

O portão da Tapada Nacional de Mafra está fechado esta quarta-feira, por causa da greve dos trabalhadores que pedem a demissão da diretora. Os funcionários acusam a responsável pela Tapada de má gestão e assédio moral. A acusação já levou a Autoridade para as Condições do Trabalho a abrir um processo contra Paula Simões.

Os trabalhadores da tapada estão concentrados junto a este espaço classificado como património da UNESCO e Marco Santos, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do sul e regiões autónomas, afirma que pelo menos um objetivo da paralisação está cumprido.

"Os trabalhadores estão aqui concentrados. Também já cá estão alguns dirigentes sindicais aqui da zona de Mafra e veio também um grupo de dirigentes do sindicato e cá estamos concentrados no portão do codeçal. A tapada está fechada que era um dos objetivos."

Cansados de um processo já longo, os trabalhadores esperam ver afastada a atual diretora da tapada nacional de Mafra: "O objetivo primeiro desta greve e desta concentração é darmos sinal de que é muito importante que seja mudada esta direção pelos danos que tem causado aos trabalhadores e à tapada. Isto não é nenhuma cruzada pessoal, mas é um conjunto muito grande de factos que evidenciam que a senhora não tem condições para ficar."

Num comunicado enviado às redações a direção da tapada manifesta total discordância em relação aos argumentos da greve e alega que conseguiu uma situação orçamental equilibrada. Marco Santos contesta e dá o exemplo das filmagens do filme internacional "Fátima" que podem ter sido uma fonte de rendimento para a tapada, mas deixaram danos que podem ser irreversíveis.

"Ao longo desse processo houve uma pressão constante sobre o meio ambiente, porque uma coisa é haver visitas de algumas dezenas de pessoas ou mesmo uma centena delas ao longo de um dia na tapada. Outra coisa é haver centenas de pessoas dentro da tapada que colocam uma pressão nos animais que é evidente. Para além disso, houve outros problemas, houve inclusive uma coisa que foi objeto de queixa na Polícia Judiciária que coincidiu com um desaparecimento de peças do museu da tojeira", remata.

No mesmo plano, a delegada sindical Margarida Gago considera "uma traição" o facto de o ministro da Agricultura não ter demitido a diretora: "Eu diria quase como uma traição. O senhor ministro da agricultura disse que havendo suspeitas - não disse que era quando fosse condenada - sairia no minuto seguinte. E ultrapassámos as suspeitas, porque foram dadas como provadas."

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