Trabalhadores dos CTT surpreendidos e agradados com reabertura de lojas

Comissão de Trabalhadores lembra a necessidade de contratar mais funcionários. Greve a 5 de julho deve manter-se.

Apanhados de surpresa. É esta a principal reação da Comissão de Trabalhadores dos CTT ao anúncio do presidente dos CTT que, esta tarde, revelou que não só o encerramento de lojas vai parar como algumas delas vão mesmo reabrir.

À TSF, um dos representantes dos trabalhadores, João Rosário, fala de uma boa surpresa: "Recebemos a notícia com surpresa mas também com agrado, não só pelos postos de trabalho que foram extintos mas também porque isso demonstrará uma maior proximidade às populações e uma possibilidade de melhoria na prestação do serviço."

João Rosário ilustra a importância de reforçar os serviços com o "desaparecimento de um conjunto de cheques com prestações sociais que eram emitidos pela Caixa Geral de Depósitos e que em princípio irão passar para vales postais, aumentando em 100 mil o número de pessoas que vão receber as suas prestações sociais através de vales postais, através dos CTT.

A reabertura de lojas vai agora levar a contratar mais trabalhadores, algo que João Rosário lembra que terá "obrigatoriamente" de acontecer.

"Continuamos com falta de pessoal. Houve negociações de rescisões de contratos de trabalho, após a privatização houve muita gente que saiu através de rescisão amigável. Por outro lado, houve um desvio de um conjunto de trabalhadores que estavam na área postal para a atividade bancária, cerca de 300 trabalhadores. Temos sérias dificuldades em muitas estações", reconhece.

Para já, está prevista uma greve de trabalhadores a 5 de julho que João Rosário não acredita que seja desmarcada. Isto porque há problemas "muito sérios em relação à garantia das condições de trabalho nas instalações dos CTT, falta de pessoal nas mais diversas áreas, nomeadamente no atendimento mas também na distribuição - os trabalhadores na distribuição estão a ultrapassar, por sistema, o horário de trabalho em duas a três horas todos os dias -, não existe contratação mesmo tendo em conta os ritmos de trabalho impostos e há dificuldade em encontrar pessoas disponíveis para trabalhar nos CTT".

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