Urgências de obstetrícia fechadas à vez "parece ser a solução viável" 

As urgências de obstetrícia de quatro hospitais de Lisboa vão estar fechadas, uma de cada vez, durante o verão.

Alexandre Lourenço, da Associação de Administradores Hospitalares explica, em declarações à TSF, que o esquema de rotatividade é a melhor forma de superar as dificuldade que tem existido no planeamento de recursos humanos na área da obstetrícia.

As urgências de obstetrícia de quatro hospitais de Lisboa vão estar fechadas, uma de cada vez, durante o verão.

Com a medida, que ainda não ficou fechada, o Ministério da Saúde, através da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, pretende colmatar a falta de obstetras e anestesistas nestes quatro hospitais.

"Faz todo o sentido que o ministério, como uma forma de mitigação desses problemas, possa instituir este tipo de escalas rotativas nos hospitais da grande Lisboa. Não nos parece que possa existir muito mais possibilidades de forma a minimizar o impacto para as parturientes e dessa forma essa parece ser a solução para que se garanta que em todas as circunstâncias as parturientes tenham a atenção devida dentro do Serviço Nacional de Saúde."

Quanto aos riscos da medida para as mães e para os recém-nascidos, Alexandre Lourenço admite que "o ideal seria que todos os serviços que têm maternidade se mantivessem abertos", mas considera que se não se optasse por esta solução, o cenário poderia ser pior:

"O pior que poderia acontecer era uma grávida dirigir-se a um hospital ou a um serviço que não tivesse as condições mínimas de funcionamento", remata.

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