Villa Portela: a promessa de um centro de artes no chalé de sangue azul

O palacete rosa do século XIX está oficialmente classificado como monumento de interesse municipal, em Leiria.

Um republicano numa família de viscondes e um oficial inglês que se perdeu de amores em Portugal, no tempo das invasões francesas. Tudo isto faz parte da história da Villa Portela, agora monumento de interesse municipal, que vai ser transformado em centro de artes pela Câmara de Leiria.

O chalé do final do século XIX destaca-se no centro da cidade e no topo de um terreno coberto de verde, com 17 mil metros quadrados. Ocupa aproximadamente 1000 metros quadrados, em três pisos.

Ricardo Charters d'Azevedo foi o último dono do imóvel, atualmente propriedade do município, que o quer entregar à cultura, com exposições e residências artísticas.

O bisavô de Ricardo Charters d'Azevedo mandou construir aquele que é o melhor exemplo em Leiria de um chalé oitocentista, onde as senhoras tinham quarto de vestir e se entretinham na costura, enquanto os cavalheiros trocavam novidades na sala de fumar.

Roberto Charters Henriques d'Azevedo, engenheiro e proprietário agrícola, era filho e genro de viscondes, mas defendia os ideais republicanos, e iluminou a casa com lanternas de azeite para mostrar aprovação pelo fim da monarquia.

Era também neto de um oficial inglês, William Charters, que veio para Portugal combater o exército francês e acabou por fixar-se em Leiria, onde casou.

São mais de 120 anos de histórias, para conhecer num livro sobre a Villa Portela que tem edição agendada para o início do próximo ano.

O projeto do futuro centro de artes de Leiria está praticamente pronto. Segue-se a requalificação da Villa Portela.

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