Sobe número de Internados com Covid em Santa Maria, mas ida às urgências "estabilizou"

O diretor clínico do Hospital de Santa Maria diz à TSF que o número de internados está a aumentar com "um ritmo muito mais reduzido" do que aconteceu em fases anteriores da pandemia.

A ida às urgências no Hospital de Santa Maria estabilizou, embora se verifique um aumento há cerca de um mês. Com 42 camas de enfermaria abertas e 19 camas de cuidados intensivos "com ainda alguma margem de ocupação", o diretor clínico do hospital diz, em declarações à TSF, que há claramente um aumento do número de internados com Covid, mas sublinha que ainda não se pode comparar com o que aconteceu no ano passado.

"Temos, neste momento, a possibilidade de ter ainda mais quatro admissões em cuidados intensivos e à data de hoje sete de enfermaria, com as altas que se perspetivarão provavelmente ainda um pouco mais. Esta é a situação atual, há três semanas atrás ou quatro havia um momento em que chegámos a ter quatro doentes em enfermaria e depois foi progressivamente aumentando ao longo das semanas, embora com um ritmo muito mais reduzido do que aquilo que se verificou em fases anteriores", afirma Luís Pinheiro.

Luís Pinheiro sublinha que tem aumentado o número de doentes que se deslocam ao hospital com sintomas de Covid, mas neste momento a situação está estável. "Na urgência Covid houve nas últimas semanas um aumento progressivo comparando com o que vivemos na fase em que tinha decrescido a pandemia, mas temos vindo a assistir a esse aumento", explica, acrescentando que "neste momento, a afluência nas urgências estabilizou embora seja naturalmente mais alta do que há um mês e meio atrás".

O diretor clínico do hospital indica que nos dias de hoje, ao contrário do que se verificou na última vaga da pandemia, os doentes são mais jovens. Os internamentos indicam "uma percentagem de doentes mais velhos muito menor, ou seja, a maioria dos doentes têm menos de 60 anos, comparando com a fase anterior em que 70% dos doentes tinham mais 60 anos".

"Agora são claramente doentes mais novos e com situações clínicas igualmente graves, mas com perspetivas prognósticas mais favoráveis, tanto que também se verifica que os óbitos são absolutamente residuais", diz.

Para já, a situação num dos maiores hospitais do país não é alarmante, embora mereça alguma preocupação, "no sentido em que está a crescer, portanto esse aumento seja dos casos nacionais e regionais, seja do número de internamentos, tem vindo a ser consistentemente mantido, ainda não estagnou".

"Se compararmos com a realidade que vivemos há poucos meses atrás, aí claramente é menos preocupante porque os valores de milhares de doentes internados e de dezenas de milhares de casos neste momento não é a perspetiva que temos", refere Luís Pinheiro, que deixa uma mensagem: "A pandemia não desapareceu, mas está a ter neste momento um comportamento diferente do que teve no passado, nomeadamente em termos de internamentos, muito provavelmente por causa do efeito do plano de vacinação nacional".

O diretor clínico do Santa Maria garante que, para já, o aumento do número de internados no hospital não compromete os tratamentos não-Covid.

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