"Internato com qualidade e moderno." Quarenta médicos iniciam atividade no Hospital de Évora

Dos 40 profissionais, 27 vão fazer formação geral e 13 vão começar a formação específica em diversas especialidades. Artur Canha da Silva, diretor do internado do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), afirma à TSF que o objetivo é que o internato "vá ao encontro dos critérios exigidos". Já a diretora clínica, Isabel Pita, espera que, "mais tarde", os internos "escolham este hospital para a vida profissional".

Quarenta médicos internos começaram este mês a desempenhar atividade profissional no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), no âmbito de um programa de internato médico. Segundo a unidade hospitalar, os jovens clínicos são provenientes de vários pontos do país, bem como de fora de Portugal, nomeadamente do Brasil e de Cuba.

Em declarações à TSF, Artur Canha da Silva, diretor do internado do HESE, indica que os internos estão distribuídos por dois grupos "com realidades muito diferentes": 27 internos que fazem formação geral e 13 que iniciam a formação "específica em diversas especialidades", como anestesiologia, pediatria, imuno-hemoterapia, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, cardiologia e medicina interna.

Para o primeiro grupo, Artur Canha da Silva diz que têm de ser "criadas condições para que possam fazer o estágio na cirurgia, pediatria e cuidados de saúde primários, de forma a que o número de internos que estão em simultâneo em cada estágio permita que as necessidades formativas sejam alcançadas". Já para o segundo grupo, "cada especialidade tem que criar condições de funcionamento modernas, adequadas e que vão ao encontro dos critérios da prática da especialidade, definidos pelos colégios de cada especialidade médica na Ordem dos Médicos", explica.

"Os internos dão uma vida diferente aos serviços tanto em termos da qualidade e humanidade dos serviços prestados, como em termos da capacidade dos serviços darem respostas aos utentes", afirma, sublinhando que o objetivo é conseguir um "internato com qualidade, moderno e que vá ao encontro dos critérios exigidos".

A diretora clínica do HESE, Isabel Pita, adianta que a curto e médio prazo pretende-se "ter um grande hospital central de Alentejo". Esta nova unidade de saúde será construída em Évora. "É uma meta que poderá agradar a todos, é uma das condições que os internatos provavelmente colocaram na sua escolha."

"Temos à volta de 12 especialidades em que somos idóneos, e além de lhes darmos a capacidade de poderem escolher dentro destas especialidades, temos também o prazer de poder de oferecer um modo de vida que nunca tiveram, viverem numa cidade histórica, com uma grande facilidade de se deslocarem a pé para qualquer lado", assinala.

A ambição é que os internos se "encantem com a cidade, hospital e pessoas" da região, dado que "sentem a proximidade com os tutores, os diretores dos serviços que escolheram e são mais apoiados". Isabel Pita espera que, além de "fazerem o internato", "mais tarde escolham este hospital para a vida profissional".

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