Investigadores testam uso de Inteligência Artificial no diagnóstico da Covid-19

Equipa do INSESC-TEC partiu de um estudo clínico realizado por uma equipa de médicos que trabalha em urgências hospitalares e que têm usado o ultrassom para diagnosticar doenças pulmonares.

Uma equipa de investigadores do INSESC-TEC está a testar o uso de IA no diagnóstico da Covid-19. O objetivo é tornar o exame de diagnóstico mais rápido, mais simples e passível de ser realizado por pessoal não especializado.

A equipa do INESC-TEC partiu de um estudo clínico realizado por uma equipa de médicos que trabalha em urgências hospitalares, e que têm usado o ultrassom para diagnosticar doenças pulmonares como a pneumonia viral muitas vezes associada à Covid. Miguel Coimbra, um dos investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, explica que este é um exame que requer formação muito especializada e a Inteligência Artificial pode ajudar.

O objetivo é tornar o exame de diagnóstico mais rápido, mais simples e passível de ser realizado por pessoal não especializado. A equipa do INESC TEC partiu de um estudo clínico realizado por uma equipa de médicos que trabalha em urgências hospitalares e que têm usado a ecografia pulmonar para diagnosticar doenças como a pneumonia viral associada à maioria dos casos de Covid-19.

Miguel Coimbra, um dos investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, explica que este é um exame que requer formação muito especializada e a Inteligência Artificial pode ajudar. "É preciso perícia para colocar a sonda na posição correta e um dos nossos objetivos é tentar criar algoritmos de Inteligência Artificial que avaliem se está na posição correta ou não e se consegue dar pistas em tempo real ao utilizador sobre como deve mexer a sonda para chegar à imagem. Isto poderá abrir portas a que um utilizador não perito em ultrassonografia do pulmão possa ajudar pela inteligência artificial a aplicar este exame".

O processo de análise das imagens também tem a ganhar com a inteligência artificial. "Saber se o espessamento do tecido pleural, que normalmente é um indicador desta pneumonia viral e depois nas imagens aparecem uma espécie de sombras no pulmão, num espaço interior que não se consegue ver, mas devido à tecnologia aparecem umas linhas que chamamos linhas B e também queremos usar a IA para quantificar a presença ou não destas linhas B".

A utilização de ultrassonografias ao tórax (Point-of-Care Ultrasound -POCUS) é ainda mais relevante no contexto da Covid-19, uma vez que o sistema de ultrassom é portátil e pode ser usado fora do contexto hospitalar.

Miguel Coimbra, que também é professor na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, diz que o objetivo é reforçar os meios de combate à Covid. "Colocar mais uma tecnologia ao dispor dos decisores de saúde que permita rastrear Covid de forma rápida, barata e não sendo obrigatório recorrer a um especialista, é a grande ambição deste projeto".

O protótipo do ultrassom com inteligência artificial vai ser instalado no Hospital Garcia de Orta, que já utiliza as ultrassonografias no estudo de doentes com Covid-19 para efeitos de investigação clínica.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

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