Isabel Camarinha, a mulher que anda na luta sindical há 30 anos chegou a líder da CGTP

A CGTP tem uma nova líder, a primeira mulher a ocupar o cargo. Isabel Camarinha é sucessora de Arménio Carlos.

Isabel Camarinha tem 59 anos, é militante do PCP e tem uma vida ligada ao sindicalismo.

É desde 2016 a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e abraça agora um novo desafio à frente da central sindical.

Ana Avoila lembra-se de Isabel "desde sempre" como alguém que "há anos anda na luta sindical". Para a líder da Frente comum, o facto de ser a primeira mulher é "importante", mas "mais do que ser uma mulher, o que conta é que um líder prossiga o caminho que a CGTP tem tipo e creio que a Isabel tem essas condições.

"As lideranças às vezes são a cara, mas quem decide é quem está por trás, é o coletivo", lembra a sindicalista.

Mário Nogueira não tem dúvidas de que a escolha "vai ter uma postura de continuidade" em relação ao trabalho que tem vindo a ser feito, e realça que a liderança "vai contar com setores fortes". "A CGTP é um corpo que para poder andar tem de ter pernas e para poder estar forte tem de ter alicerces adequados", enaltece.

O líder da Fenprof desvaloriza o facto de Isabel Camarinha ser a primeira mulher a liderar a central sindical. "Não significa rigorosamente nada, a Isabel ou outra camarada não seria escolhida por ser uma mulher, isso seria até uma desvalorização", diz, frisando que esta escolha apenas demonstra que "dentro da central não há discriminação".

Isabel Camarinha recebe agora o testemunho de Arménio Carlos, que esteve oito anos no cargo. No momento da despedida, o líder cessante garantiu que, venha quem vier, a CGTP se manterá "livre".

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