"Já não é um desafio." Mais de 90% dos portugueses sai de casa com máscara

Apenas 1,7% dos portugueses diz ter estado em grupos "de dez ou mais pessoas" com quem não partilha habitação, na última quinzena.

A epidemiologista da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), Carla Nunes, deu conta esta segunda-feira, na reunião do Infarmed, que 92% dos portugueses usam "sempre" máscara. Os dados têm origem num barómetro promovido pela ENSP e que está a ser também utilizado em países como Argentina, México e Bolívia.

"O uso de máscara per se já não é um desafio", admitiu Carla Nunes, garantindo que, ao longo da pandemia, mais pessoas aderiram ao uso de máscara. No estudo, o "sempre" prevaleceu em 92% das respostas dos inqueridos no último mês.

Questionados também sobre se nas últimas duas semanas estiveram em grupos "de dez ou mais pessoas que não vivem consigo", apenas 1,7% dos portugueses respondeu que sim quanto à última quinzena. Sobre as saídas de casa sem ser para ir trabalhar, apenas 16,4% dos inquiridos respondeu o fez, o que representa uma redução "de metade" em relação a dezembro.

Quanto ao nível de confiança nos serviços de saúde, Carla Nunes destaca uma recuperação, "depois de uma queda abrupta".

A saúde global piorou ao longo da pandemia, principalmente até novembro. Quanto à saúde mental, os valores mais baixos foram identificados no verão, apesar de estarem estabilizados, "sem nenhuma tendência relevante".

"Na última quinzena temos 47 por cento dos portugueses a identificarem-se com um estado mau. Um em cada quatro portugueses sentiu-se ansioso", adianta.

Perceção sobre medidas do Governo subiu

Os portugueses continuam sem entender algumas das medidas decretadas pelo Governo, apesar de os números terem diminuído em relação a dezembro. O estudo da ENSP indica que 50 por centos dos inquiridos entende que as medidas são "pouco ou nada adequadas".

Ainda assim, "são os valores mais baixos da pandemia", apontou Carla Nunes na reunião.

Quanto à perceção de risco de contrair a doença, a especialista frisa que os números baixaram para 56,5 por cento em fevereiro, depois de em janeiro terem subido a máximos de 73,5 por cento.

Carla Nunes explicou que estes números estão, normalmente, associados à alteração de comportamentos dos portugueses.

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