Jovens médicos consideram que apoios para trabalhar no interior "não são atraentes"

Filipe Soares, recém-especialista, acredita que ninguém opta pelos hospitais periféricos a olhar para os apoios monetários.

O dinheiro não é tudo e na hora de os médicos mais novos escolherem um hospital as prioridades são a aprendizagem e a progressão. Para os médicos mais novos na carreira. Os hospitais do interior são os que mais sofrem com a falta de médicos, mas para um cirurgião recém-formado, os hospitais periféricos deviam ser mais flexíveis para atrair especialistas.

Filipe Soares, cirurgião cardíaco e membro da AJOMED, a associação dos Jovens Médicos, tem "quase a certeza que nenhum colega escolheu ir para o interior por causa dos incentivos monetários que pudessem vir a receber", até porque considera que "não são atraentes".

Os horários flexíveis, por exemplo, seriam um bom motivo, já que nem sempre "é assim tão fácil". "Vários colegas vivem numa cidade central a gosto deles e mobilizam-se para ir trabalhar num hospital periférico, mas concentrando o horário de trabalho", explica à TSF, realçando que acabam por trabalhar em apenas alguns dias por semana.

Sendo a aprendizagem o mais importante, o recém-especialista vê como "desmotivadora" a ideia de se estagnar em certos hospitais.

Ainda assim, Filipe Soares conhece vários colegas que escolheram o interior, sobretudo quando são casais porque têm mais facilidade em construir uma vida. "Sendo os dois médicos, e havendo alguma dificuldade de se juntarem num grande hospital central, acabam até por preferir um hospital periférico e assim conseguirem organizar melhor a vida pessoal e familiar", conta.

O médico considera que a falta de diversidade cultural e de lazer e a distância da família também pesam na decisão de escolher um hospital periférico.

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