"Labiríntico." Obras do Metro do Porto geram reclamações no Carregal

Começaram há um mês as obras para a linha Rosa do Metro do Porto, junto ao Jardim do Carregal. O principal acesso ao Hospital de Santo António vai estar encerrado ao trânsito por perto de três anos. Os utentes queixam-se, mas não são os únicos. Quem trabalha na zona, sobretudo os comerciantes, também aponta dificuldades.

Etelvina Monteiro veio de Paris para acompanhar o pai, que se desloca em cadeira de rodas, a uma consulta. No passeio do hospital, aguardava por transporte para regressar a casa. O pai e a mãe, ambos idosos, são a principal preocupação que a leva a reclamar dos acessos.

"Labiríntico": é como Etelvina e tantos outros descrevem o trajeto de circulação dos transeuntes naquela zona, principalmente para quem, como ela, se dirige ao edifício de consultas externas do Hospital de Santo António.

Junto ao edifício antigo do hospital, há uma faixa ocupada apenas pelo transporte de doentes. Os motoristas garantem que as alterações ao trânsito não lhes trouxeram qualquer inconveniente.

O mesmo não podem dizer os motoristas de táxi, que estão sob a atenção constante das autoridades. Do outro lado da rua, os problemas de estacionamento para os táxis não são de agora . Ali, os motoristas já sabem que não vão ficar por muito mais tempo. Para já, sabem que, em breve, terão de servir os utentes noutro espaço, mas o local e o momento só serão revelados quando tiverem que o fazer.

As obras também agravaram as queixas dos comerciantes que agora contam cada vez menos clientes. É o caso de Alexandre Santos, técnico de optometria, que escreveu à Metro do Porto a apontar os prejuízos. O optometrista sugere medidas como o reforço da sinalização para quem por ali passa.

Um mês depois do início das obras, a visita de um representante da Metro trouxe pouca confiança aos comerciantes. Mas José Fernandes Martins, com escritório de advocacia nas imediações, defende que a situação deve ser pensada. O advogado assume o papel de patrocinador num processo que, afirma ser, de negociação entre a empresa Metro do Porto e os comerciantes locais.

Fonte da Metro do Porto disse à TSF que a avaliação dos danos decorrentes da empreitada está a ser efetuada por uma empresa externa. De acordo com o representante da empresa, não se trata de uma negociação mas antes de uma definição de critérios para a atribuição de apoios num processo que se prevê moroso.

A Metro do Porto garante que, em conjunto com a Câmara Municipal, vai continuar a acompanhar a situação dos comerciantes. O reforço da sinalização na zona do jardim do Carregal e do Hospital de Santo António é o próximo passo.

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