Letalidade da Covid-19 sobe nos mais velhos. Médicos exigem dados à DGS

Bastonário diz que, "infelizmente, a DGS contínua há mais de ano e meio sem dar as informações todas".

A Ordem dos Médicos quer que a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgue rapidamente dados que permitam perceber aquilo que justifica o aumento da taxa de letalidade entre os portugueses mais velhos que ficam infetados com Covid-19.

O bastonário, Miguel Guimarães, explica à TSF que os cálculos que os especialistas da Ordem têm feito, para os maiores de 80 anos, revelam que desde abril que esta taxa não era tão alta, chegando agora aos 13%.

"Temos neste momento menos pessoas mais velhas doentes, mas quando estão doentes a mortalidade ou a letalidade está a ser maior e temos de perceber o que está a acontecer", detalha o representante dos médicos que diz que são precisos "estudos profundos" para perceber se têm outras doenças, se já tinham tido Covid-19 e se já foram ou não vacinados com uma dose ou com o esquema vacinal completo.

O cálculo da taxa de letalidade é feito pela Ordem dos Médicos com base em dados divulgados pela DGS, mas o bastonário sublinha que os dados da DGS são escassos, pouco detalhados, e deviam ter muito mais elementos para que a comunidade científica tivesse meios para perceber aquilo que se passa com a letalidade do SARS-CoV-2 entre os maiores de 80 anos.

"Infelizmente, a DGS continua, há mais de ano e meio, sem dar as informações todas. No outro dia, deu quase a pedido, ou dá quando as pessoas protestam, e isso não é minimamente aceitável numa sociedade que tem de valorizar a ciência e que tem pessoas com massa crítica para dar um grande contributo para uma resposta mais adequada à pandemia", defende Miguel Guimarães.

O aumento da taxa de letalidade da Covid-19 entre os mais velhos pode ter várias explicações, mas para ter conclusões são necessários os tais dados da DGS.

O bastonário levanta algumas hipóteses, como, por exemplo, que as pessoas que estão a morrer possam ser não vacinadas ou já vacinadas, mas que receberam a vacina há muito tempo e que perderam resposta imunitária ao vírus. Miguel Guimarães sublinha, contudo, que a verdade é que, sem mais dados, "não sabemos".

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