"Levar idosos a sair para votar é uma contradição." Marques Mendes defende urnas de voto nos lares

Luís Marques Mendes considera que deveria ser adotado o mesmo princípio aplicado à vacinação, e fazer o boletim de voto ir ao encontro dos idosos nos lares.

Marques Mendes considera que os governantes deveriam encontrar uma solução para permitir que os idosos institucionalizados em lares não tenham de ir até às mesas de voto designadas para votarem. Esta sexta-feira, no debate da TSF "Quero, posso e mando?", sobre os poderes do Presidente da República, o comentador político chamou a atenção para o perigo que correm os idosos, se tiverem de votar fora dos lares.

"Levar os idosos a votar é uma certa contradição no tempo de pandemia agravada que estamos a viver", afirma Marques Mendes.

No entanto, admitir que a alternativa é que os idosos não votem, levará a uma "abstenção muito grande", sublinha o também conselheiro do Estado. Por este motivo, defende que, se possível legalmente, deveria ser adotado o mesmo princípio aplicado à vacinação, em que são os centros de saúde que vão aos lares administrar a vacina.

A ideia proposta por Luís Marques Mendes é que sejam as autarquias a levar as urnas até aos lares, para receber os votos das pessoas idosas.

"O primeiro-ministro e o Presidente da República deveriam ouvir os partidos nas perspetivas de, perante as circunstâncias que temos, encontrar uma solução diferente do normal em relação aos lares de idosos", insiste.

Esta não será, contudo, uma opção, de acordo com Comissão Nacional de Eleições (CNE), que, em declarações à TSF, informa que a lei não o permite.

Essa hipótese não foi sequer colocada quando o Parlamento fez uma revisão da lei devido à pandemia, nota João Tiago Machado, porta-voz da CNE. "Houve uma alteração legislativa recente que permitiu que votos sejam recolhidos ao domicílio das pessoas que estejam confinadas, mas os lares ficaram completamente de fora", sustenta.

Em vez disso, a CNE está a contactar autarquias e juntas de freguesia para que sejam criados corredores de segurança, de forma a levar os idosos às mesas de voto em horas de menos afluências às urnas.

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