Liga Portuguesa Contra o Cancro espera que ciência permita a doentes "matar os cancros"

Presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro aponta como primeira prioridade apostar nos rastreios e garantir o acesso dos doentes portugueses a ensaios clínicos de tratamento de primeira linha.

O presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro espera que, no futuro, a ciência permita aos doentes matar os cancros e não morrer da doença. Vítor Rodrigues é um dos participantes na conferência digital, que decorre esta quinta-feira, sobre o futuro da oncologia.

Vítor Rodrigues aponta como primeira prioridade apostar nos rastreios e garantir o acesso dos doentes portugueses a ensaios clínicos de tratamento de primeira linha.

"Que toda a parte dos ensaios clínicos seja uma parte que se vá finalmente estruturar no nosso país. Isto é, que exista cada vez mais uma estrutura que permita que Portugal entre, a sério, na rota dos ensaios clínicos a nível europeu e mundial. Temos de ter sempre alguma esperança de que, se não conseguirmos tudo, pelo menos uma parte substancial vamos conseguir em prol das nossas populações", explicou Vítor Rodrigues à TSF.

Na visão do presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, há muita esperança na ciência, ao ponto de uma mudança linguística.

"As pessoas, daqui a muitos anos, vão dizer: 'tenho um cancro, faço isto, faço aquilo, mas vou vivendo com o meu cancro e serei eu que vou matar o meu cancro, não vai ser o cancro que me vai matar a mim.' Estou perfeitamente convencido de que isso vai acontecer num futuro mais ou menos próximo, de acordo com o que vai ser o avanço da ciência", afirmou o presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Na conferência online que decorre esta tarde, um dos participantes é o secretário de Estado da Saúde, Diogo Serra Lopes. Como a Liga Portuguesa Contra o Cancro faz 80 anos, Vítor Rodrigues diz esperar que as promessas possam finalmente ser cumpridas.

"Por exemplo, o rastreio do cancro da mama que começámos na região Centro, em 1990, demorou 30 anos - e já há autoestrada, atenção - a chegar a Lisboa, onde agora vai começar. Isto é apenas um exemplo, de alguma forma um pouco caricato, de que aquilo que nos propomos fazer deve ser feito com cabeça, sustentabilidade e qualidade, para que consigamos levar as coisas para a frente, para que não fiquem no papel", acrescentou Vítor Rodrigues.

A conferência pode ser seguida no canal de YouTube da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de