Lisboa é a região do país com mais árvores de interesse público. Investigadores discordam

Um investigador da Universidade do Minho considera que os resultados são contraditórios.

Um terço das perto de quatrocentas árvores classificadas pelo Estado como sendo de interesse público ficam localizadas no distrito de Lisboa. A conclusão surge num estudo acabado de publicar por um investigador da Universidade do Minho.

À TSF, Paulo Reis Mourão admite que é uma conclusão que parece contraditória, uma vez que Lisboa está longe de ser a região com mais árvores.

"Acaba por ser curioso, porque Lisboa como capital e área metropolitana, não pode ser considerado um espaço com uma floresta densa, com muitas árvores. Quando olhamos para municípios com uma área florestal considerável, verificamos que muitos deles ou têm uma, ou não têm nenhuma árvore com interesse público", adianta.

A classificação de árvore de interesse público é dada pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, sob proposta de entidades públicas ou privadas.

Paulo Reis Mourão compreende as razões que levam à existência de tantas árvores protegidas no distrito, e em especial no concelho de Lisboa. "Faz sentido se compreendermos que estamos perante uma identificação humana, com um registo oficial", aponta.

"Se perguntar a qualquer pessoa que viva numa freguesia mais rural do nosso país, ela conhece uma árvore de grande porte com uma longevidade considerável. Mas oficialmente, essa árvore não está identificada como de interesse público."

Paulo Reis Mourão considera que não se deve tirar árvores de Lisboa, mas replicar as medidas em Lisboa noutros pontos do país.

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