Lusíadas Saúde suspende mesmo acordo de cuidados às Forças Armadas

A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada acusou o Instituto de Ação Social das Forças Armadas de não pagar, há mais de um ano, nenhuma das dívidas.

A Lusíadas Saúde confirmou, em comunicado enviado à TSF, que vai manter a suspensão do acordo com as Forças Armadas, em vigor a partir desta terça-feira.

Na segunda-feira, a TSF noticiou que a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada considerava cada vez mais "grave e insustentável" a acumulação de dívidas do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA), responsável pelo subsistema de saúde dos militares.

As dívidas globais já atingiram os 90 milhões de euros. O fim das convenções com as unidades hospitalares da Lusíadas Saúde, que reclama o pagamento de uma dívida antiga e pesada, está, por isso, confirmado.

A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada detalhou que há ano e meio que o IASFA não paga nenhuma dívida atrasada por falta de receitas para pagar as despesas anuais. O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas revelou preocupação com casos de pessoas que terão de mudar o sítio onde fazem tratamentos.

O IASFA serve mais de 100 mil pessoas que pagam contribuições para este subsistema de saúde.

O Governo prometeu que faria esforços para saldar as dívidas. No entanto, em comunicado, o subsistema provado Lusíadas Saúde escreve que "reconhece a vontade dos Ministérios da Defesa e das Finanças em criar condições para formalizar um acordo de pagamento para a dívida do IASFA". "Porém, a suspensão do acordo, em vigor a partir de hoje, vai manter-se até que seja apresentado um plano concreto de pagamentos relativamente à dívida existente", frisa.

Por seu lado, Óscar Gaspar, presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, considera que a resposta da tutela "é apenas o anúncio de algo que vai acontecer até ao final da semana, e, portanto, fica a expectativa de saber qual será esse plano".

"O que foi comunicado não foi um plano mas que, até ao fim da semana, haverá um plano. O que é prudente é esperar que esse plano surja."

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