Luz verde para contratar médicos. Situação nas urgências do Garcia da Orta "resolvida até 4.ª feira"

A urgência pediátrica do Hospital Garcia da Orta, em Almada, voltou a encerrar na última noite. A administração do hospital garante que haverá uma solução para o problema da falta de médicos até quarta-feira

O presidente do conselho de administração do Hospital Garcia da Orta, em Almada, garante que os problemas na urgência pediátrica vão ficar resolvidos até quarta-feira. Luís Amaro assegurou, esta terça-feira, que a questão da falta de médicos no hospital está a ser solucionada.

"O problema está mitigado", afirmou Luís Amaro, adiantando que está em diálogo com a Administração Regional de Saúde e o Ministério da Saúde.

"As escalas serão asseguradas de segunda a sexta-feira pelo próprio serviço e estamos a trabalhar com o conselho diretivo da ARS [Administração Regional de Saúde] e com o próprio Ministério [da Saúde] para encontrar soluções para o fim de semana", revelou o presidente do conselho de administração do hospital.

"Conseguimos que nos sejam atribuídas vagas de concurso e a abertura de contratos individuais de trabalho para resolver o problema. Essa solução ainda hoje [terça-feira] ou amanhã [quarta-feira] estará resolvida", garantiu.

A urgência pediátrica do hospital reabriu esta manhã, pelas 8h30, depois de ter estado encerrada durante toda a noite, por falta de médicos, à semelhança do que já havia acontecido no último fim de semana. A situação foi denunciada pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, que acusou o Ministério das Finanças de estar a bloquear o Serviço Nacional de Saúde, ao não permitir a contratação de mais profissionais.

O presidente do conselho de administração do Hospital Garcia da Orta aponta que a falta de médicos não é "um problema exclusivo" desta instituição de saúde e fala de uma situação de escala nacional.

"Não é um problema exclusivo do Hospital Garcia da Orta. Os conselhos de administração não têm capacidade, só por si, para resolvê-lo", sublinhou Luís Amaro. "É um problema estrutural. Não há pediatras, a nível nacional", concluiu.

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